Ficção Autobiográfica


Pateta faz História

Esqueci de dizer (mas não é tarde) que a Editora Abril começa, a partir deste mês de maio, a reeditar os destaques da série "Pateta Faz História", um episódio por vez, no Almanaque Disney (R$ 5,95).

Essas histórias, para quem teve uma infância triste e não as conhece, eram produzidas em parceria com a Disney EUA e os argentinos do Jaime Diaz Estudio. Um humor que abusava do absurdo nas subnarrativas visuais, cujo humor misturava surrealismo, absurdo e uma cara imensa de originalidade. As sátiras não perdiam tempo com correção política, achincalhando respeitosamente (ou respeitando debochadamente) figuras históricas que iam de Cristóvão Colombo a Robert Fulton.

Foram inicialmente publicadas no Brasil como revistas à parte, com duas histórias por edição, cujas seqüências de ligação eram feitas por artistas brasileiros. Eram quase "vinhetas", para explicar quem era o personagem histórico sem deixar o humor baixar. Posteriormente, foram aparecendo em outras publicações, principalmente Mickey e Almanaque Disney, incluindo ainda paródias literárias (como 20.000 Léguas Submarinas ou 1001 Noites, por exemplo).

Eu ainda prefiro fuçar em sebos a procura de cópias em bom estado (as minhas estão meio escangalhadas), pois o sabor da minha infância (mais a nostalgia de pegar esses gibis e lê-los acompanhado de um copo de leite com Nescau e um misto-quente) vale mais. Mas para quem não teve a oportunidade, o acesso tá fácil.

De rir até não conseguir mais!



Escrito por Leonardo Vinhas às 03h08
[   ] [ envie esta mensagem ]




Entrevista com Wellington Dias

"Wellington Dias é gente que faz". Não, não vou incorrer nesses chavões, até porque quem conhece o multimídia Wellington Dias sabe que ele não perde tempo e fios de cabelo com queixumes e panelinhas, ele simplesmente vai, faz e encara as conseqüências, o prejuízo e a glória possíveis. Quem não conhece, pode conhcer um pouco nessa entrevista que ele me concedeu. Lá, ele fala sobre o rock independente no Vale do Paraíba, sobre as duas coletâneas da Gramophone e dá umas opiniões tão claras quanto simples. E necessárias.



Escrito por Leonardo Vinhas às 02h37
[   ] [ envie esta mensagem ]




Ficamos um tempo deitados nos acariciando debaixo de uns farrapos de cobertor velho. Ainda chovia lento e não se ouvia mais do que o som de pneus rasgando as poças filhas da chuva. Ela vira seu rosto para mim e pergunta:

- Tem leite na geladeira?

Um instante de silêncio e logo eu rio baixo e espontaneamente. Ela ri também. Eu saio debaixo das cobertas puídas e pego o contrabaixo desplugado que estava ao lado da cama e, sentado na cama, dedilho algumas notas mudas. Minha voz:

- Sabe... se eu soubesse mesmo compor, te faria um jazz agora.

Ela olha para mim e sorri, seu rosto juvenil um sol imenso, com o brilho aumentado por aquels cabelos castanhos claros. Passa a mão na barba do meu queixo e me incita:

- Você sabe compor. Vem... me inventa!

 

...

 

Algumas vozes se juntam ao som dos carros que aproveitam a estiagem para circular entre as pessoas e vice-versa. O ar gélido não nos lembra de pormos roupa e ela continua sentada comendo. Eu me levanto, olhando para o leite.

- Quer mais?

- Quero.

Me curvo para pegar a caixinha esverdeada e ela me segura pelos braços.

- Não é o leite.

O sorriso e aquele mesmo sol de momentos atrás. Sento em seu colo e a beijo demoradamente. Levanto-me sorrindo e ponho meu prato na pia. Ela continua ali com um restinho de leite e um sanduíche pela metade, que ela come devagar.

Seus olhos me pedem para não dizer. Eu me calo com prazer. A pior coisa que eu poderia dizer agora seria “eu te amo”. Eu não digo. Nem eu nem ela precisamos disso. Me aproximo por trás e coloco minhas duas mãos em um de seus ombros. Pressiono e ela curva a cabeça para trás e suspira. Os cabelos muito compridos descem até abaixo do quadril e eu subo uma das mãos pelo seu pescoço.

Esse apartamento nunca cheirou tão bem. De repente percebo que nunca me senti tão confortável em minha própria casa.



Escrito por Leonardo Vinhas às 15h00
[   ] [ envie esta mensagem ]




Nina

Nome de filme, nome de personagem infantil, nome de menina. O nome que você assumiu, o nome pelo qual eu nunca te chamei, porque o mundo inteiro te chama assim e eu, tolo exclusivista, queria chamá-la de um jeito só meu, isso no tempo em que eu ainda queria as coisas só para mim.

Seu nome toca meu coração, dança em minha memória, brilha no visor do meu celular, não ousa tomar forma na ponta da minha caneta nem arrisca a se aparecer sob meus dedos nas telas do teclado.

Seu nome são quatro letras enuviantes, mais poderosas e entorpecentes que aquele outro conjunto de quatro letras com duas vogais e duas consoantes. Mas, ao contrário desta, não é uma palavra com pesada carga de sentimentos ilusórios e promessas vazias. Seu nome não promete, cumpre ao ser pronunciado, chegando aos ouvidos pelas mãos da regência divina, que colocou sua voz e seu riso como rival para o canto dos pássaros e e para os pianos de Marcelo Torrone.

Seu nome é um pedaço da minha voz que ficou congelado em um passado que não volta (como se algum passado voltasse), cujo toque gélido me consola nos momentos acalorados das minhas andanças. Seu nome é minha emoção não-verbalizada, transcrita em linguagem criptográfica a cada passo feliz que dou.

O aniversário é seu, o texto é o presente de hoje. Seu nome é o presente que guardo e carrego para minha vida, junto com sua imagem permanentemente estampada em meu coração.



Escrito por Leonardo Vinhas às 16h40
[   ] [ envie esta mensagem ]




Just remember the good, forget the bad

Always remember the love we once had

(“Remember”, da banda de ska Mobtown)

Não sei porquê, mas acho que você não se lembra das coisas boas. Então quando escuto esse refrão, penso em você. Sei que entre nós não houve amor. Cumplicidade (por um tempo), companheirismo, carinho, isso sim. Mas amor, não. Ficamos tanto tempo juntos e parece que não nos conhecemos muito, ou nos conhecemos o suficiente para saber que não daria certo. Muito antes de acabar sabíamos que as coisas não iriam adiante. Acho que eu soube antes – nas vezes em que eu saía da sua casa na segunda-feira de manhã pedindo a Deus para eu aprender a respeitar seus sentimentos, porque eu sabia que não correspondia a eles. E quando comecei a querê-la com uma intensidade quase adolescente, aí você já não mais me queria. Não queria nem ouvir ou falar meu nome, para ser mais preciso.

Por quê acabou nós sabemos bem. Eu só não sei porque as coisas ficaram assim. Antes achava que tinha a ver com a loucura – a loucura real, clinicamente falando – pela qual eu passei; achei que você não tinha segurado a barra de ter alguém mentalmente desajustado, afetivamente instável e sexualmente descontrolado ao seu lado. Hoje percebo que essa foi apenas a cereja no bolo. A massa já tinha sido preparada e assada muito antes, e não tinha tanto a ver com a vida riponga que nós vivíamos. É certo que nenhum relacionamento suportaria aquele isolamento, os refúgios na natureza, as audições ininterruptas de Tommy, do The Who, acompanhadas de horas de entesamento místico-filosófico. Mas aquilo durou pouco, estávamos fartos de tanta abobrinha.

O que aconteceu é que nós não nos dávamos paz. Tranqüilidade e conforto talvez viessem, mas o termo exato é “acomodação”, a surrada justificativa da acomodação. Era cômodo que estivéssemos ali, matando nosso tempo debaixo dos lençóis e por tabela assassinando nossas almas e nossos desejos. Quantas vezes eu notei que eu estava sufocando o potencial que eu mesmo descobrira em você e jurara desenvolver, quantas vezes você me podava com sua inexperiência sexual e afetiva! Quantas conversas bobas, ciúmes reprimidos e quebra-paus desnecessários! Mais ainda, quantos chás tediosos, tardes vazias, passeios insossos pelas ruas de Taubaté! Nós nos sujeitamos a isso, sabendo que não era o que queríamos, e o preço é que agora evitamos falar nossos nomes para outras pessoas. Eu só cito o seu quando estou bêbado, fato que anda meio freqüente desde dezembro. Você, acho que nem isso. Pelo menos, nunca te vi bêbada, e imagino que, chapada, você deva ficar tarada ao invés de gastar lamentações. Se você ficar bêbada, lembre-se de me avisar para estar por perto.

Apesar disso tudo, tem tanta coisa boa para nós recordarmos! Me recuso a crer que passamos um ano juntos, e desse ano tirem-se majoritariamente mágoas. Caralho, nem te magoei tanto assim para ficarmos gastando clichês, por que temos que insistir no lado ruim? Eu me decepcionei muito no dia em que você deu descarga nos meus sentimentos, jogando-os na privada daquele barzinho bosta de Campos do Jordão. Esperava algo mais classudo de você, uma grandeza maior de espírito. Mas você estava muito ocupada procurando alguém para te fazer companhia (direito seu), e não podia perder tempo com o lixo lamuriento que eu era.

Bem, não estou mais me lamuriando e estou cansado de me ver como lixo. Nos últimos meses, aliás, tantas pessoas têm visto coisas tão boas em mim que eu deixei de acreditar que eu não presto – uma crença que me tem feito muito bem, já que não preciso mais me vilipendiar quando olho no espelho. Claro, não virei santo e ainda faço umas bobagens. Mas pelo menos olho para trás só para sacudir a poeira, consertar o que puder e tocar a vida para frente. A única coisa que não consigo consertar é esse sentimento horrível que carrego, essa coisa de imaginar/saber que você evita respirar o mesmo ar que eu.

Gostaria muito que pudéssemos dizer nossos nomes um ao outro e isso não significar dor. Gostaria que não doesse quando você olhasse para minhas fotos, porque já não me dói mais quando olho para as suas. Posso ainda não sorrir despreocupadamente, mas mágoa não há. Saudades também não. Desde que nos separamos, a vida tem sido boa para nós dois, e acho que as saudades seriam perda de tempo e desprezo para com o que conquistamos e vivemos. Mas gostaria mesmo, gostaria muito, que você pudesse se lembrar de mim de um jeito bem melhor do que o faz hoje. Vai ser minha realização? Não, não é por ego. É porque quando me lembro de como esses seus dois sóis verdes brilharam para mim, eu sorrio. E fico muito bem. Não sei se você ainda tem dois sóis iluminando esse seu lindo rosto arredondado. Acho que sim. Mas sonho mesmo, sonho de verdade, com o dia que você vai sorrir ao lembrar do ronco do meu carro velho chegando na porta da sua casa, pronto para passar o fim de semana ou para pelo menos te ver por uns minutos que fossem.

Um beijo, com muito carinho.

Leo



Escrito por Leonardo Vinhas às 21h38
[   ] [ envie esta mensagem ]




Autênticos vampiros

Fiz uma coletânea em CD-R para mim que batizei de “Vai ser bom assim na casa do caralho!” Brincadeira, não achei um nome ainda, e olha que adoro pôr nome em minhas coletâneas. Mas acho que essa não precisa, é um caso em que a música fala por si só. (Acabei batizando de "Os Autênticosd Vampiros", numa referência mais que óbiva ao Dalton Trevisan, e menos claramente, às coisas que vivi e senti lá).

Meu amigo e editor Marcelo Costa disse que nesse ano o rock de Curitiba promete ser o melhor do país. Ouvindo essa minha coletânea, com um par de músicas de 10 bandas da capital paranaense, não só concordo com ele como ainda friso que talvez já o fosse desde o ano passado. Pérolas pop, rocks foderosos, jazz de roqueiro, baladas sentidas, angústia e lirismo. Foi difícil me limitar a apenas dez bandas, tive que deixar de lado gente bacana como Wandula, Poli, Mordida, Fato, ruído/mm, Pelebrói Não Sei e Sofia. Duvido que haja outra cidade no Brasil, capital ou não, que ofereça uma produção tão boa e variada. Você disse “São Paulo”? Pfff...

OK, claro que tem muita porcaria na terra da garoa (São Paulo é só marketing). Mas por que se preocupar com eles ou mesmo dar nome aos bois? A indiferença é a mais cruel e eficiente arma contra a mediocridade. E também há outras bandas espalhadas pelo Brasil, coisas de primeira, como Lasciva Lula, The Vain, McQuade, Mariana Davies, Acústicos e Valvulados, uma galera em Recife e Alagoas... Mas a densidade demográfica de canções perfeitas em Curita é inigualável!

Taí a listinha da minha compilação, para quem quiser correr atrás. Ou é só pegar uma carona comigo. O CD não sai do player do meu carro.

 

1- Devo orar – Gruvox

2- Esquimó por acidente – Terminal Guadalupe

3- Aos garotos de aluguel – Poléxia

4- Bianca - Criaturas

5- A fumaça é melhor que o ar - Relespública

6- Ai de você, José! – Charme Chulo

7- Dia e noite – Íris

8- Lembranças (não valem nada) – OAEOZ

9- Pedra – Zigurate

10- Georgia – Johnz

11- O bêbado de Ulysses – Terminal Guadalupe

12- Nunca mais – Relespública

13- Cachorro magro – Íris

14- Como eu entendo o amor – Criaturas

15- Dias – OAEOZ

16- Polaca azeda – Charme Chulo

17- Como fazer amigos e influenciar pessoas – Johnz

18- Violetas na janela – Poléxia

19- Sombras – Zigurate

20- Ex-Idéia – Gruvox

21- Dor de Dante – Gruvox  (bonus auto-concedido)



Escrito por Leonardo Vinhas às 21h35
[   ] [ envie esta mensagem ]




Por hoje

Tô quase lá

e estou distante de um monte de outras coisas importantes

 

Outra vez, não sei onde estou chegando, mas com certeza caminhei bastante. E outra vez também, a sensação de que exagerei em uns passos e economizei água em momentos de sede. Será que um dia encontro a dosagem certa?



Escrito por Leonardo Vinhas às 00h25
[   ] [ envie esta mensagem ]




Se papai descobrir, vão apanhar até chorar

As crianças se juntam para brincar. Papai e mamãe sabem que eles estão brincando, só não sabem do quê. Preferem pensar que a educação foi boa e que os nenéns sabem conviver bem com os coleguinhas. Sabem mesmo. Estão todos se divertindo com coisas erradas, coisas muuuuuuito erradas que papai e mamãe nunca aprovariam, tampouco admitiriam se o tivessem feito anteriormente. São coisas feias, que papai do céu não gosta, mas eles se esbaldam. Sabem, claro, que estão errados – senão, por que fariam escondidos? Mas o fazem dissimuladamente porque sabem que hoje não serão pegos porque ninguém sabe onde eles estão nem precisam saber.

O problema é que isso vicia, e o vício elimina a cautela. Uma hora papai e mamãe vão saber, porque um amiguinho deles – ou mesmo um titio ou uma titia – vai ver, e vai contar. Nesse dia, não vai adiantar correr, passar a noite fora, porque papai irá atrás. Ou esperará impacientemente pelo retorno das crianças, e vai dar uma surra nesses moleques marotos que achavam que sabiam o que faziam. Vai dar uma sova tão grande que os meninos vão querer se comportar, e as meninas vão pensar em mudar de vida definitivamente.

Mas enquanto esse dia não chega, as crianças continuam se esbaldando, brincando suas brincadeiras bobas e feias.

Mas já sabem: se papai descobrir, vão apanhar até chorar.



Escrito por Leonardo Vinhas às 02h44
[   ] [ envie esta mensagem ]




Lixo blogueiro

A informática banalizou a escrita. Não posso dizer que banalizou a do mundo todo, mas certamente o fez com a minha. Acho que escrevia coisas mais relevantes quando ainda tinha a disposição de andar com um caderno na mochila para não perder uma única idéia que fosse. É certo que eu tinha também muitas idéias tolas, mas todo aquele trabalho de virar as páginas, juntar frases, acrescentar linhas com outra caneta meses depois, agregar trechos de diferentes textos para formar um novo, riscar linhas medíocres, explorar o espaço visual com minha caligrafia porca – tudo isso se foi.

Muito disso eu posso fazer com meus arquivos digitais, é verdade, mas não só não tem o mesmo sabor como perde um pouco sua razão de ser. Os obtusos corretores ortográficos, a impessoalidade das fontes informatizadas, as pastas de arquivos do Windows, favorecem uma inegável assepsia. É mais ou menos como colocar um doce molho artesanal num hamburger do McDonald’s.

Ainda mantenho meu caderno na mochila, mas quando começo a escrever nele, logo desanimo. Parece cansativo demais, e sei que não irei consultá-lo tão cedo. E sentar-me na frente do computador para postar em um blog... Bem, eu tenho meu blog e certamente gostei da idéia de tê-lo, porém venho me questionando sobre sua validade. A maioria dos meus alunos tem blogs, e todos seguem o padrão “meu querido diário”. Outros amigos também os têm, mas a maioria os utiliza para exercer uma atração voyeurística chocha, com bem pouca nudez física ou emocional – até porque o espaço público da nudez também já está bem banal, o que já é outra reflexão. Aliás, por que essa necessidade de dizer para quem quiser ouvir o que se fez e o que se quer fazer?

Dentro dos blogs “textuais”, há três ou quatro grandes escritores e mais uns camaradas inspirados, mas sobram escrevinhadores dogmáticos, intransigentes (pleonasmo...), cheios de ar. Muitos, inclusive, traçam alegremente essas linhas sob o rótulo de “escritores”. Quem escreve é escritor, logicamente. Só que ser escritor não pressupõe ser bom, como se infere em nosso léxico viciado. Não estou falando aqui de normas literárias (um oximoro), estou falando de escrever coisas que valham ser lidas. Está difícil achar algo assim.

O mundo digital tem espaço demais. Os mega e gigabytes dos micros modernos são ambiente de acomodação de muito lixo – inclusive tranqueiras que eu fiz. Fico lendo e relendo certas coisas pensando se elas teriam chego a outros olhos se eu me ativesse ao meu caderno. Quando era só ele e meu 486 velhusco, bem pouca coisa era impressa ou publicada, então eu precisava ser mais seletivo. Não seria um problema publicar tanto se os críticos fossem mais capacitados. Mas hoje em dia, eles estão piores que os escritores.



Escrito por Leonardo Vinhas às 11h23
[   ] [ envie esta mensagem ]




Você estava lá? Eu estava, e te vi. Tive certeza que você estava ali, olhando aquele show, sentindo aquelas músicas, vendo tudo acontecer. Mais ainda, sabia que, se você estivesse vivo, chegaria em casa e na manhã seguinte colocaria um disco do Elegia para ouvir. A vida é assim. Certas coisas transcendem não a morte, mas a própria vida. Você certamente transcendeu.

 

Meu irmão, Ricardo. Ele estava naquele show, eu sei disso. Uma banda inacreditavelmente boa estava lá também. Muitos amigos, novos e antigos. Uma noite perfeita. Detalhes aqui.



Escrito por Leonardo Vinhas às 02h38
[   ] [ envie esta mensagem ]




Música política para Maradona cantar

Eu vou. Você também?

Se não sabe do que se trata, cola no hotsite http://www.netmakers.com.br/hurtmold. Imperdível!



Escrito por Leonardo Vinhas às 16h45
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
  01/04/2006 a 30/04/2006
  01/03/2006 a 31/03/2006
  01/02/2006 a 28/02/2006
  01/01/2006 a 31/01/2006
  01/12/2005 a 31/12/2005
  01/11/2005 a 30/11/2005
  01/10/2005 a 31/10/2005
  01/09/2005 a 30/09/2005
  01/08/2005 a 31/08/2005
  01/07/2005 a 31/07/2005
  01/06/2005 a 30/06/2005
  01/05/2005 a 31/05/2005
  01/04/2005 a 30/04/2005
  01/03/2005 a 31/03/2005
  01/02/2005 a 28/02/2005
  01/01/2005 a 31/01/2005


Outros sites
  Gordurama
  Scream&Yell
  Adolar Gangorra
  Seiszora (Fernando Lalli, aka Boi)
  Quebradêra F.C. (Flávio Jacobsen)
  Palace Hotel (André Pagnossim)
  Atire no dramaturgo (Mário Bortolotto)
  Febre Alta (Randall Ferreira Neto)
  De Inverno (Ivan Santos e Adriane Perin)
  Qualquer merda que dë na telha (Rubens K)
  Ficção Autobiográfica (endereço alternativo)
Votação
  Dê uma nota para meu blog



O que é isto?